O papa Francisco anunciou neste domingo (11), após a Oração do Angelus, que elevará 21 clérigos ao posto de cardeal. Cinco religiosos da América do Sul (três argentinos, um colombiano e um venezuelano) integram a lista dos escolhidos, que ainda inclui bispos de lugares em que o os católicos representam uma pequena minoria – como Sudão do Sul, Malásia e Hong Kong.
O consistório, como é chamada a
cerimônia de nomeação, está marcado para o dia 30 de setembro deste ano. Será o
nono do Pontificado do papa Francisco, que em agosto de 2022 deu posse a dois
brasileiros – Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa,
arcebispo de Brasília.
Dezoito dos novos cardeais têm menos
de 80 anos e poderão participar de um eventual conclave para escolher o próximo
papa. Os outros três, sem direito a voto, serão nomeados como um reconhecimento
de seus serviços prestados à Igreja.
Entre os destaques da nova relação estão dois clérigos de regiões geopolíticas que são motivo de preocupação por parte do Vaticano. O monsenhor Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, é o principal sacerdote católico no Oriente Médio – onde os ataques à comunidade cristã se intensificaram nos últimos anos.
Já o bispo de Hong Kong, Stephen
Sal-yan Chow, tem sido considerado um nome com bom trânsito na China, país em
que a liderança comunista sempre manteve uma relação de tensão com a Igreja.
Os religiosos sul-americanos incluídos
na lista são o colombiano Luis José Rueda Aparicio (arcebispo de Bogotá), o
venezuelano Diego Rafael Padrón Sánchez (arcebispo emérito de Cumaná) e os
argentinos Víctor Manuel Fernández (prefeito do Dicastério para a Doutrina da
Fé), Ángel Sixto Rossi (arcebispo de Córdoba) e Luis Pascual Dri (confessor do
Santuário de Nossa Senhora de Pompeia).
Em seu discurso deste domingo, o papa
Francisco afirmou que as diferentes origens dos novos cardeais “exprime a
universalidade da Igreja, que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus
a todos os homens da Terra”. “Além disso, a inclusão de novos cardeais na
Diocese de Roma demonstra o vínculo inseparável entre a Sé de Pedro e as igrejas
espalhadas pelo mundo”, acrescentou.
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