Um militar acusado de violações de direitos humanos e o
controlador-geral que tornou opositores inelegíveis estão entre os candidatos a
compor o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, órgão que organiza e
supervisiona as eleições no país.
Segundo o site Infobae, a lista de 153 postulantes ao
colegiado inclui Fabio Zavarse Pabón, ex-comandante geral da Guarda Nacional
Bolivariana da Venezuela e atualmente reitor da Universidade Nacional
Experimental de Segurança.
Pabón foi alvo de sanções aplicadas pelos Estados Unidos em
2018 por corrupção e repressão e pelo Reino Unido em 2020 por violações de
direitos humanos, como tortura e assassinato. Também foi denunciado perante o
Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por “indução e cumplicidade” em
crimes contra a humanidade.
De acordo com o Infobae, o atual controlador-geral da República, Elvis Amoroso, também está na lista de candidatos ao CNE: ele foi o responsável, em junho, pela decisão de tornar inelegíveis opositores como a ex-deputada María Corina Machado, uma das favoritas nas primárias da oposição venezuelana para a eleição presidencial de 2024.
Os candidatos a compor o novo CNE foram indicados por
organizações sociais, universidades e pelo Poder Cidadão, órgão estatal
dominado pela ditadura de Nicolás Maduro e constituído por representantes da
Procuradoria-Geral, Ouvidoria-Geral e Controladoria-Geral da República.
Em junho, começando pelos reitores ligados ao governo, todos
os cinco membros titulares do CNE renunciaram às suas cadeiras.
A partir da lista de candidatos divulgada esta semana, uma
comissão da Assembleia Nacional, onde o chavismo tem ampla maioria, e um grupo
de dez representantes da sociedade civil indicarão os substitutos, que precisam
ser ratificados pelo plenário do Legislativo.
A opinião entre analistas é que estes movimentos têm o objetivo de desmotivar o eleitorado e nomear um conselho ainda mais pró-governo.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan