María Corina Machado, candidata nas primárias para definir o nome da oposição venezuelana que vai disputar as eleições presidenciais de 2024 e que foi inabilitada para exercer cargos públicos pela Controladoria-Geral da Venezuela sob acusações de “irregularidades”, denunciou nesta sexta-feira (4) que o governador do estado de Trujillo (região central do país), o chavista Gerardo Márquez, teria ordenado militantes a realizar um atentado contra ela.
Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Márquez é ouvido incitando um grupo de pessoas a remover Machado “com dor na bunda” do estado que ele governa.
“Ele disse isso e
foi uma instrução que está sendo repetida em vários pontos do país e em todos
os lugares que vou visitar”, afirmou Machado.
Machado ainda fez um alerta adicional, indicando que o regime chavista estaria planejando usar mulheres para promover a violência política no país.
“Isso merece o repúdio de todos os venezuelanos. Essas ameaças e esses ataques estão longe de nos intimidar. Pelo contrário, elas nos dão mais força. Peço a todos os venezuelanos que se unam mais do que nunca”, disse.
As afirmações de Machado ganharam ainda mais respaldo após a divulgação de um vídeo em que Márquez insta os moradores da cidade de Pampanito, localizada em Trujillo, a não darem “espaço aos que pedem sanções” contra a Venezuela, sugerindo um clima de hostilidade contra opositores.
Machado ainda deu informações preocupantes sobre suas recentes viagens, apontando obstruções em estradas, tentativas de violência e visitas de líderes chavistas que incitam a população a bloquear a passagem de adversários políticos do ditador Nicolás Maduro.
Além disso, uma sede de seu partido, o Vente Venezuela (VV), localizada no estado de Apure (leste da Venezuela), foi alvo de vandalismo, com a infraestrutura sofrendo danos significativos.
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