O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, anunciou nesta terça-feira (7) um novo conjunto de medidas que visam reduzir o número de imigrantes que solicitam asilo no país, marcando uma mudança significativa em relação à política de imigração mais leve que era adotada durante o governo da ex-chanceler Angela Merkel (2005-2021).
As novas diretrizes incluem facilitar a deportação de imigrantes, o que tornaria a Alemanha um destino “menos atrativo” para aqueles que buscam refúgio na Europa. A nova política de imigração mais rígida foi anunciada após uma reunião de Scholz com os chefes dos 16 Estados alemães na capital do país, Berlim.
Scholz buscou o apoio dos líderes estaduais para implementar
as novas medidas, considerando as crescentes preocupações das autoridades
locais sobre a sobrecarga dos cofres públicos e da infraestrutura.
O governo alemão ainda anunciou uma iniciativa para apoiar os estados e municípios diante do desafio dos refugiados. A partir de 2024, será destinado para esses locais um financiamento adicional de 7,5 mil euros (R$ 39 mil) por refugiado recebido. Além disso, um pagamento emergencial antecipado de 1,75 bilhão de euros (R$ 9,1 bilhões) também será realizado no primeiro semestre de 2024 para os estados e municípios, visando aliviar as pressões financeiras causadas pela imigração nos governos locais.
Em contrapartida, as autoridades planejam economizar cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,3 bilhões) implementando cortes nos benefícios para os requerentes de asilo.
Scholz descreveu a nova política de imigração como um “momento histórico” e enfatizou que o objetivo compartilhado com os estados é “repelir a imigração irregular”. As medidas refletem uma tendência mais ampla na União Europeia, que busca reformular as regras de asilo e imigração para combater a imigração irregular em todo o bloco.
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