Um caminhão com 25.000 litros de combustível que partiu do Egito entrou nesta quarta-feira (15) na Faixa de Gaza, o primeiro desde que a guerra entre Israel e o grupo terrorista do Hamas começou em 7 de outubro, informou à Agência EFE uma fonte na passagem de Rafah.
Os 25.000 litros de combustível serão entregues às missões da ONU e a previsão é de que mais caminhões de combustíveis cheguem até as Nações Unidas em Gaza, pelo Egito, nas próximas semanas.
Trabalhadores do Crescente Vermelho egípcio afirmaram que a entrada deste combustível é um “grande alívio” para a população de Gaza, sitiada desde o início da guerra.
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 7 de outubro, devido ao ataque terrorista do Hamas, que deixou 1.200 mortos em território israelense, nenhum caminhão entrou na região do conflito carregado com combustível, essencial para o funcionamento de hospitais, padarias e unidades de purificação de água, por causa do veto imposto por Israel por medo de que pudesse chegar ao Hamas.
Devido à escassez de combustível, muitos hospitais no enclave palestino tiveram de suspender ou reduzir os seus serviços de saúde. Desde o início da ofensiva e do cerco israelense em Gaza, mais de 11.180 pessoas morreram, segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa.
ONU lamenta que combustível enviado não seja para água ou hospitais
O diretor da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza, Thomas White, lamentou que o combustível que chegou, nesta quarta-feira, tenha sido restringido por Israel e não será direcionado para “água ou hospitais”.
“Acabamos de receber 23.027 litros de combustível do Egito (meio caminhão-tanque), mas seu uso foi restringido pelas autoridades israelenses apenas para transportar ajuda a partir de Rafah. Não há combustível para água ou hospitais”, afirmou White em sua conta oficial no X. “Isso é apenas 9% do que precisamos diariamente para manter atividades que salvem vidas”, acrescenta.
Na sua conta oficial na mesma rede social, a UNRWA declarou que a carga é “o equivalente a meio caminhão” e ressalta que não é suficiente para o atendimento dos refugiados e população palestina. “É necessário muito mais. O combustível está sendo usado como arma de guerra e isso deve parar”, adverte.
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