O candidato libertário à presidência da Argentina, Javier
Milei, apresentou uma denúncia à Justiça Federal na qual alega que estaria
ocorrendo uma “fraude colossal” para beneficiar o candidato governista, o
ministro da Economia, Sergio Massa, no segundo turno, que será realizado no
domingo (19).
Segundo informações do jornal Clarín, Karina Milei, irmã do
candidato, e o advogado Santiago Viola acusaram a Gendarmaria Nacional (força
de segurança de características militares e policiais) de alterar “o conteúdo
das urnas e a documentação” para favorecer Massa. Eles afirmam que se trata de
uma “fraude colossal”.
Segundo a denúncia, depois que as autoridades das mesas
eleitorais entregaram a documentação e as urnas à Gendarmaria, membros desta
força “juntamente com os chefes regionais” alteraram “o conteúdo das urnas e da
documentação […] em favor do partido no poder e de Sergio Massa, o que altera
consideravelmente o resultado eleitoral”.
Os fatos teriam ocorrido na cidade de Buenos Aires e nas províncias
de Buenos Aires, Misiones, Chaco, Tucumán, Santiago del Estero, La Rioja,
Jujuy, Santa Cruz e Formosa.
“[Trata-se de] uma fraude colossal, cuja única forma de
detecção é através da publicidade de todos os autos, mas, fundamentalmente,
através do estrito controle por parte das Juntas Eleitorais da transferência
das urnas”, afirmou a coalizão de Milei na petição, na qual solicitou que a
Força Aérea e a Marinha argentinas tenham “participação mais ativa” na
segurança do processo eleitoral.
Em entrevista à emissora C5N, o ministro da Segurança,
Aníbal Fernández, anunciou que apresentará uma queixa-crime contra a coalizão de
Milei.
“O que a Gendarmaria faz nesses casos, tanto a prefeitura, quanto a Polícia Federal e a Segurança Aeroportuária, é estar presente nos locais que lhes são atribuídos. Imagina fazer um curso para ensinar a fazer a idiotice que esses caras estão falando? Seriam 500 ou 50 pessoas, vocês acreditam que é possível guardar os segredos de 50 pessoas? É muita estupidez”, afirmou.
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