O governo dos Estados Unidos
anunciou na sexta-feira (8) que sancionou outras três empresas chinesas por sua
participação em práticas de trabalho forçado contra a minoria muçulmana uigur,
que vive na região de Xinjiang, localizada no país asiático.
As empresas são: COFCO Sugar
Holding; Sichuan Jingweida Technology Group e Anhui Xinya New Materials. A
partir desta segunda-feira (11), os produtos dessas empresas terão restrições
para entrar nos Estados Unidos, de acordo com a Lei de Prevenção ao Trabalho
Forçado Uigur, promulgada pelo presidente democrata Joe Biden em 2021.
O secretário de Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas, disse que as medidas fazem parte do “compromisso do seu departamento” de eliminar o uso do trabalho forçado na cadeia de fornecimento dos Estados Unidos e promover a responsabilização de indivíduos e empresas pelo genocídio e crimes contra a humanidade em curso contra os uigures e outros grupos minoritários religiosos e étnicos em Xinjiang.
“Desde que o presidente Biden
assinou a Lei de Prevenção do Trabalho Forçoso Uigur, o Departamento de Segurança
Interna tem dado prioridade à sua aplicação e continuaremos perseguindo as
empresas que ignoram a lei e exploram aqueles que sofrem abusos na República
Popular da China”, afirmou Mayorkas.
As sanções ocorrem semanas após o encontro entre Biden e o ditador chinês, Xi Jinping, na Califórnia, onde os líderes buscaram “reduzir as tensões” entre as duas potências. Entre os acordos alcançados no último encontro estão o combate à produção e o tráfico do fentanil e o restabelecimento dos contatos militares.
Apesar da “reaproximação”, os Estados Unidos decidiram manter sua posição crítica em relação às violações dos direitos humanos na China, especialmente em relação à repressão aos uigures em Xinjiang. Biden inclusive chamou Xi novamente de ditador em uma coletiva de imprensa realizada após a reunião.
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