O Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou que um drone enviado pelo Irã atingiu um navio comercial na costa da Índia, no sábado (23). Foi a primeira vez que o Pentágono acusou abertamente os iranianos de atacar embarcações desde o início da guerra entre Israel e os terroristas do Hamas, apoiados por Teerã.
A agressão acentuou, ainda mais, o risco para o transporte
marítimo no Mar Vermelho – rota crucial marcada, nas últimas semanas, por mais
de 100 atentados com drones e mísseis realizadas pelo rebeldes huthis do Iêmen,
que também contam com o apoio do Irã.
Segundo as Forças Armadas dos EUA, o ataque não causou vítimas entre os tripulantes do MV Chem Pluto, que ofreu apenas danos materiais. De propriedade de uma empresa japonesa, o navio-tanque é operado por uma companhia holandesa e tem bandeira da Libéria. De acordo com o Ministério da Defesa indiano, o cargueiro levava petróleo bruto da Arábia Saudita até a Índia.
Representantes da Ambrey, uma empresa britânica de segurança
marítima, afirmaram em um comunicado que a embarcação “estava relacionada a
interesses de Israel”. Já o jornal americano Wall Street Journal informou
que a operadora do navio tem ligações com o magnata israelense da navegação
Idan Ofer.
Segundo as agências de notícias internacionais, uma fonte da Guarda Revolucionária do Irã alertou para o fechamento forçado de outras vias navegáveis da região, a menos que Israel interrompa a guerra contra o Hamas. Desde que os rebeldes huthis começaram a realizar ataques no Mar Vermelho, em apoio aos palestinos, grandes empresas estão sendo forçadas a desviar seus cargueiros para o extremo sul da África – o que encarece e prolonga as viagens.
Na semana passada, os EUA anunciaram a formação de uma coalizão de mais de 20 país para proteger a passagem no Mar Vermelho. E também no sábado, o Pentágono informou que seu navio de guerra Laboon derrubou quatro drones controlados pelos huthus no Iêmen.
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