O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou nesta terça-feira (26) os sindicatos e movimentos de esquerda que contestam o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que publicou na semana passada para desregulamentar a economia do país e disse que vai convocar um referendo sobre as medidas caso o Congresso argentino as rejeite.
No DNU divulgado na última quarta-feira (20), o novo
presidente da Argentina revogou várias leis, como a dos Aluguéis e a das Gôndolas,
determinou a transformação de empresas públicas em sociedades anônimas para
privatizá-las e a flexibilização de leis trabalhistas, entre outras ações.
O decreto gerou protestos de sindicatos e da esquerda,
contestações na Justiça e críticas de parlamentares argentinos, que reclamam da
pressão para aprovar o DNU e que parte dele seria inconstitucional.
Em entrevista ao canal LN+, Milei afirmou que “parte da
lentidão dos parlamentares” se deve ao fato de “buscarem subornos”.
“Alguns, eu digo. Quem gosta de discussão, de discutir
vírgulas, é porque está em busca de suborno”, disparou. Ao ser perguntado se
cogitava convocar um referendo ou consulta popular caso o DNU não seja
aprovado, Milei respondeu: “Obviamente”.
“O megadecreto tem mais de 75% de aprovação, então me
expliquem por que querem algo contra o povo?”, argumentou.
O presidente argentino também criticou as manifestações contra
o decreto. “Eles não podem aceitar que perderam? Querem mais do mesmo?”, disse
Milei.
“Três manifestações em 15 dias. Que as façam. Desde que o façam dentro da lei, não há problema. Quando violam a lei, quem o faz, deve pagar”, afirmou o presidente.
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