O líder da milícia houthi do
Iêmen, Abdulmalik al-Houthi, reconhecida pelo governo americano como um grupo
terrorista, disse nesta quinta-feira (18) que vai continuar com os ataques
realizados contra navios que, segundo ele, estão ligados a Israel no Mar
Vermelho e no Golfo de Aden
A continuação dos ataques será
uma resposta aos bombardeios dos Estados Unidos e do Reino Unido contra alvos
controlados pela milícia.
Segundo informações do jornal
britânico The Guardian, por meio de um discurso transmitido por canais da mídia
árabe nesta quinta, al-Houthi disse que era “uma grande honra e bênção estar
confrontando diretamente a América” e criticou o presidente americano, Joe
Biden, chamando-o de “um homem idoso que tem dificuldade para subir as escadas
de um avião”.
Al-Houthi também pediu um “boicote
em massa” de produtos israelenses no mundo árabe e acusou os líderes de diversos
países islâmicos de serem “fracos e indiferentes à causa palestina”. Ele
afirmou que os houthis foram “alvo de sanções e terrorismo” porque estavam “dispostos
a tomar medidas práticas para apoiar os palestinos”.
O líder da milícia disse que os
ataques dos EUA e do Reino Unido não tiveram “impacto significativo” em suas
capacidades militares e afirmou que a guerra no Oriente Médio é parte de uma “batalha
mais ampla entre os ‘sionistas que adoram o diabo’ e o mundo muçulmano”. Al-Houthi
tamb´m convocou os cidadãos do Iêmen a saírem em uma “manifestação de apoio” nesta
sexta-feira (19) aos seus “compatriotas mortos pelas forças americanas”.
Os houthis, apoiados pelo Irã, controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, e lutam contra uma coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo internacionalmente reconhecido do país. O conflito, que começou em 2014, já matou mais de 100 mil pessoas e causou a uma grande crise humanitária na região.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan