O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou neste sábado (17) o convite para que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump visite o país. Zelensky disse que irá pessoalmente com o ex-presidente na zona de combate para mostrar detalhes da guerra em curso com a Rússia.
“Se o senhor Trump vier, estou até disposto a ir com ele para a linha da frente”, afirmou Zelensky durante seu pronunciamento na Conferência de Segurança de Munique, realizada na Alemanha.
O chefe de Estado ucraniano enfatizou a importância da realidade da guerra para aqueles que têm o poder da tomar de decisões. “Se falamos de diálogo, devemos mostrar àqueles que tomam as decisões o que significa a guerra de verdade”.
Zelensky lembrou que já havia convidado publicamente Trump
para visitar a Ucrânia em outras ocasiões. “Depende dele, de sua vontade”, disse
sobre a possibilidade da visita acontecer.
Trump, que é o favorito à reeleição pelo Partido Republicano, garantiu algumas vezes que, se for eleito novamente presidente, acabará com a guerra entre Ucrânia e Rússia em 24 horas. O republicano defendeu esta semana que os Estados Unidos oferecessem financiamento à Ucrânia na forma de empréstimos a serem reembolsados, após o fim da guerra.
No entanto, os congressistas republicanos leais ao ex-mandatário impediram a aprovação de um item de ajuda à Ucrânia de mais de US$ 60 bilhões proposto pela Casa Branca no final do ano passado, que visava continuar enviando assistência ao país ao longo de deste ano.
Diante do risco de a ajuda americana não ser aprovada, Zelensky dirigiu-se aos legisladores norte-americanos, afirmando que a Ucrânia vencerá a guerra independente disso. “Eles têm de compreender que venceremos esta guerra, com ou sem eles. Não temos outro caminho”, pontou o líder ucraniano.
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