O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, anunciou neste domingo (18) que Israel derrotou a importante brigada de Khan Younis após dois meses e meio de violentos combates naquela cidade do sul da Faixa de Gaza, considerada um dos redutos da milícia. Agora, o grupo terrorista procura um substituto para Yahya Sinwar, seu líder dentro do enclave.
“A Brigada Khan Younis do Hamas foi derrotada e não funciona mais como uma entidade militar”, disse Gallant após uma avaliação da situação militar com o chefe do Comando Sul das Forças de Defesa de Israel, major-general Yaron Finkelman.
Khan Yunis, a principal cidade do sul da Faixa de Gaza, era um dos principais redutos do Hamas e o centro do poder de Sinwar, chefe do Hamas dentro do enclave, mas para quem a liderança do grupo no exterior procura um substituto, segundo informações do ministro.
“Os líderes do Hamas não confiam nos seus comandantes no terreno, isto é algo muito notável”, disse o ministro da Defesa e membro do gabinete de guerra de Israel.
“A representação do Hamas dentro de Gaza não está respondendo, não há ninguém com quem conversar no terreno”, acrescentou o ministro sobre Sinwar, cujo paradeiro é desconhecido há meses.
Israel não conseguiu encontrá-lo em mais de quatro meses de guerra, embora tenha achado evidências de que ele estava escondido em túneis subterrâneos em Khan Younis, mas ele tem estado em constante movimento e agora não se sabe onde o líder da milícia está, nem se ele permanece dentro do enclave.
Depois de derrotar a poderosa brigada Khan Younis – liderada pelo próprio irmão de Sinwar, Mohamed Sinwar, Israel obteve uma importante vitória militar, uma vez que aquela cidade se tornou seu principal obstáculo e demorou mais de dois meses para controlá-la.
Israel anunciou duas semanas atrás que tinha desmantelado o principal quartel-general militar do Hamas na cidade, onde encontrou importantes documentos de inteligência e armas, mas nenhum vestígio dos líderes do grupo, como os irmãos Sinwar ou o chefe das Brigadas Al-Qassam, o braço armado do grupo, Mohammed Deif.
O ministro Gallant afirmou que, depois da derrota em Khan Younis, o Hamas só tem “forças marginais” nos campos de refugiados dentro do centro do enclave (Maghazi, Bureij e Nuseirat) e na brigada de Rafah, último bastião do grupo no extremo sul da Faixa onde Israel prometeu atacar em breve.
“O que se interpõe entre eles e o colapso total do sistema militar é uma decisão de Israel. Não há ninguém que possa ajudá-los, nem os iranianos, nem as agências internacionais”, acrescentou Gallant, que prometeu derrotar os dois batalhões que continuam funcionando no centro e os quatro em Rafah.
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