O Poder Legislativo da Flórida aprovou nesta quinta-feira (22) um projeto de lei que proíbe o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais.
A nova lei, que aguarda apenas a sanção do governador Ron DeSantis, do Partido Republicano, obriga as empresas de redes sociais a verificar a idade dos usuários. Além disso, ela cita que tais empresas também devem encerrar e proibir as contas dos indivíduos que forem menores de 16 anos. A legislação afirma que as redes sociais devem usar a partir de agora sistemas de verificação para impedir que os menores criem novas contas.
As redes sociais também terão que apagar permanentemente todos os dados e informações pessoais coletadas das contas de menores que forem encerradas. A lei também permite que os pais processem civilmente as empresas que não seguirem essas novas normas.
Congressistas da Flórida que
defendem a medida argumentam que ela visa proteger a saúde mental dos jovens,
que podem sofrer de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais por causa
do uso excessivo e inadequado das redes sociais.
Os críticos, por outro lado, afirmam que a lei viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão, e que os pais, e não o governo, devem decidir sobre a presença de seus filhos nas redes sociais. Eles também apontam que a lei levanta preocupações sobre a privacidade dos dados, pois os usuários terão que fornecer informações pessoais para serem verificados por idade.
A lei não cita diretamente quais empresas deverão se adequar as novas regras, no entanto, segundo informações da agência Reuters, estarão submetidas à nova legislação as redes sociais que contenham ferramentas de rolagem infinita, métricas de reação, vídeos com reprodução automática e notificações, que estimulam o consumo de conteúdo.
O governador DeSantis, que segundo informações da mídia americana já manifestou sua preocupação com a possível violação dos direitos de privacidade pela lei, disse nesta semana que acredita que as redes sociais são prejudiciais para as crianças, mas que o dever de supervisionar o consumo delas pelos menores pertence aos pais, mostrando-se cauteloso com uma norma que possa “anular” essa autoridade.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan