Na manhã desta sexta-feira (05), o prefeito Cícero Lucena (PP) se pronunciou sobre a operação da Polícia Federal que ocorreu em órgãos da administração municipal de João Pessoa. Os mandados foram cumpridos em locais como a Secretaria de Saúde, a Secretaria de Direitos Humanos e a Emlur, como parte de uma investigação sobre a suposta influência política do crime organizado.
Segundo as autoridades, a investigação se concentra na suspeita de que um detento do sistema prisional esteja intermediando a liberação de servidores públicos em áreas controladas pelo tráfico de drogas, em troca de nomeações para cargos públicos.
O prefeito destacou a importância do papel desempenhado pela Polícia Federal nesse contexto e expressou sua expectativa de que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. Ele também mencionou que, desde o ano passado, a Prefeitura tem solicitado certidões negativas dos servidores como parte de seus esforços para garantir a integridade da gestão pública.
“A Polícia Federal cumpre esse papel, que considero importante. Temos mais de 27 mil servidores e desde o ano passado estamos pedindo, por exemplo, a certidão negativa dos servidores. Espero que a Polícia possa apurar e que os responsáveis sejam responsabilizados”, frisou.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está Janine Lucena, secretária-executiva de Saúde e filha do prefeito. Cícero Lucena defendeu sua filha, alegando que a ação contra ela teria sido baseada em uma ligação telefônica que recebeu de alguém de dentro do presídio, como ocorre com outras pessoas. Ele afirmou que Janine é uma figura pública e que qualquer pessoa pode contatá-la, e que, além disso, não há nada mais substancial contra ela.
“Pelo que eu soube, [a busca e apreensão] foi em função de ela ter recebido uma ligação do presídio para o telefone dela. Ela é uma mulher pública, que qualquer pessoa pode ligar. Se você ligar, ela lhe atende. Mais do que isso não existe nada”, disse o prefeito.
PB Agora
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