O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, proibiu os militantes de seu partido,
o Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), de participarem de grupos no
aplicativo de mensagens WhatsApp sem sua prévia autorização.
Segundo informações publicadas nesta quinta-feira (9) pelo site argentino Infobae,
a nova diretriz foi divulgada aos militantes por meio de um áudio onde Gustavo
Porras, presidente da Assembleia Nacional da Nicarágua, o Parlamento do país
controlado pelo sandinismo, lê e explica a ordem do ditador esquerdista.
Segundo Porras, a restrição visa a “prevenir falhas ou indisciplinas” que
possam surgir pela adesão dos militantes a grupos não aprovados pelo partido do
regime.
“Nos tempos atuais, te colocam em um grupo de WhatsApp e você não sabe a
intenção por trás disso”, disse ele, enfatizando que a orientação partiu do
próprio Ortega.
A partir de agora, apenas grupos de WhatsApp aprovados pela Secretaria da FSLN, presidida pelo próprio Ortega, estão liberados para os militantes do partido. A medida aplica-se especialmente a figuras públicas como ‘personalidades, prefeitos, prefeitas, membros do gabinete e deputados, deputadas, secretários políticos e membros de instituições do Estado’, destacou Porras no áudio.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan