O advogado eleitoral Matheus Brito afirmou, nesta quarta-feira (25), que a deputada federal Eliza Virgínia, que também concorre a uma vaga de vereadora em João Pessoa nas eleições deste ano, pode perder o mandato em razão de um vídeo divulgado nos status do WhatsApp com a utilização de uma técnica conhecida como deepfake. O material em questão apresenta o jornalista William Bonner supostamente pedindo votos para a candidata, algo que poderia configurar crime eleitoral.
A técnica de deepfake permite alterar imagens ou vídeos com o uso de inteligência artificial, manipulando rostos e vozes para simular declarações ou ações que as pessoas retratadas não realizaram. No vídeo em questão, a voz de Bonner, gerada por IA, afirma: “Encontramos a melhor vereadora de 2024, a foto dela você está vendo agora na tela. Grave este nome e este número para o dia seis de outubro”, enquanto aparecem imagens de Eliza Virgínia e o número que ela utiliza em sua campanha para a reeleição.
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação, o advogado Matheus Brito destacou que a legislação eleitoral brasileira proíbe o uso de deepfakes em propagandas eleitorais. “Há uma regulamentação que abrange propagandas em rádio, TV, internet, de rua e debates, incluindo a proibição de vídeos e fotos inverídicos ou descontextualizados que possam prejudicar o processo eleitoral. A punição vai além de multas, podendo resultar em sanções mais graves, como a cassação do mandato”, explicou Brito.
O caso segue em investigação, e a possível penalização da deputada dependerá das conclusões do processo.
More Stories
Aliada de Galdino atribui votação de Jhony em CG a trabalho do grupo de João e não a mérito individual do médico
Em cenário pré-eleitoral, Sargento Denis deixa cargo no governo estadual, mas esposa permanece na gestão municipal de JP
“Quem estiver envolvido vai pagar”, diz Cabo Gilberto mesmo com aliados citados em caso do Banco Master