O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em João Pessoa, Marcus Túlio criticou as intervenções da Direção Nacional do partido nas decisões do Diretório Municipal, fator que, segundo ele, contribuiu para o baixo desempenho da legenda nas eleições de 2024 na capital paraibana.
Marcus, que se lançou pré-candidato à presidência estadual do PT no próximo Processo de Eleições Diretas (PED), destacou que a falta de autonomia prejudicou o planejamento e a pré-campanha do partido, limitando o diálogo com a base e os movimentos sociais.
“A gente precisa fazer pra que isso não se repita. Eu acho que é preciso deixar a Paraíba decidir seus rumos. Já faz algumas eleições em que a Direção Nacional vem intervindo na Paraíba. Em outras épocas houve até judicialização. Nesse processo de 2024 não houve judicialização porque, inclusive, foi um compromisso meu quando fui candidato e venci no Diretório Municipal, de não judicializar contra a Direção Nacional”, afirmou o dirigente petista.
TEle ainda apontou inconsistência nos critérios aplicados pela Direção Nacional e mencionou que o calendário de pré-campanha aprovado pelo PT em João Pessoa era idêntico ao de Fortaleza, mas enquanto a Direção Nacional validou o calendário cearense, rejeitou o da Paraíba.
“No de Fortaleza, a Direção Nacional disse que o calendário estava correto. Na Paraíba, disse que o calendário não pode ser aplicado. E aí, eu acredito que se a gente tivesse esses quatro, cinco, seis meses a mais de pré-campanha, dialogando com a militância, eu acredito que a gente poderia ter tido outro resultado nessa campanha”, avaliou Túlio.
PB Agora
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