A nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT-PR), deverá se reunir no próximo domingo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir as prioridades do governo no Congresso, bem como as estratégias para atender os partidos de centro na reforma ministerial. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (07).
Gleisi assumirá oficialmente a SRI na próxima segunda-feira, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto. Entre os pontos em discussão, está a insatisfação de alguns partidos com sua representação na Esplanada. O PSD, por exemplo, tem reclamado de sua participação no governo, apesar de ter indicado os Ministérios da Agricultura e de Minas e Energia, que são ocupados por parlamentares do Senado. O PSD da Câmara, no entanto, ocupa apenas o Ministério da Pesca, uma pasta considerada de baixo orçamento e com pouca influência política.
Dentro das negociações, um dos ministérios cotados para o PSD da Câmara é o da Ciência e Tecnologia, e fontes indicam que o atual ministro da Pesca, André de Paula, poderia ser transferido para essa pasta.
Além disso, Gleisi Hoffmann está articulando para que um deputado de um partido de centro assuma a liderança do governo na Câmara. No entanto, o cargo não tem atraído muito interesse das siglas aliadas, pois é visto como uma posição sem orçamento relevante e com ações de impacto limitado para a base, o que gera desgaste.
Petistas avaliam que o atual líder do governo, José Guimarães (PT-CE), deve continuar no cargo por mais alguns meses, até que a relação com os partidos de centro se estabilize. Entre as alternativas para a liderança do governo, especula-se o nome de partidos mais próximos ao presidente Lula, como o PDT e o PSB, que não carregam a mesma rejeição do PT. Outros nomes citados para a função são Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB, Antonio Brito (BA), líder do PSD, e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Redação
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