Foi aberto um inquérito civil para investigar a possível ilegalidade na nomeação de Alanna Galdino ao cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). A vaga foi deixada com a aposentadoria do ex-conselheiro Artur Paredes Cunha Lima.
De acordo com o documento, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) iniciou a investigação, que tramita em segredo de Justiça. O promotor Raniere da Silva Dantas, da 38ª Promotoria de Justiça de João Pessoa, será o responsável pelo caso. A portaria foi publicada no Diário Oficial ontem, quarta-feira (2).
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) irá julgar no dia 9 de abril a representação do Ministério Público de Contas (MPC) contra a nomeação de Alanna Galdino. O conselheiro Nominando Diniz, relator da indicação, será o responsável pela análise do caso.
O MPC questiona a rapidez incomum no processo de indicação de Galdino, o que violaria princípios da moralidade administrativa e impessoalidade. O órgão solicitou a suspensão da nomeação, destacando o fato de que Alanna Galdino é filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adriano Galdino (Republicanos). A nomeação foi autorizada pelo governador João Azevêdo (PSB) no mesmo dia em que o nome dela foi escolhido pela Assembleia Legislativa.
Além disso, o MPC levantou questionamentos sobre o currículo apresentado por Alanna Galdino, questionando sua qualificação e o notório saber necessário para o cargo. O órgão levantou suspeitas sobre a legalidade da escolha, apontando possíveis irregularidades e indícios de nepotismo.
A nomeação de Alanna Galdino foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 19 de março, e assinada pelo governador João Azevêdo (PSB), após ser aprovada por 31 dos 36 parlamentares da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em uma votação secreta realizada no dia anterior.
Redação
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