O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Dinho Dowsley, em entrevista nesta quinta-feira (03) tratou como ‘missão quase impossível’ a recente determinação do Ministério Público da Paraíba para que o nome de alguns bairros da capital, que fazem homenagem a ditadores, seja alterado. Embora não tenha descartado a possibilidade de acatar a recomendação, Dowsley alerta para os desafios práticos e históricos envolvidos.
“Eu vejo uma coisa prática, como é que você vai mudar inclusive as avenidas que já estão consolidadas na nossa capital? Nome de bairros já tradicionais. Castelo Branco, enfim, outros… como é que você vai colocar isso na práticaa? Não é uma coisa fácil de se fazer”, afirmou o presidente da CMJP.
A recomendação do Ministério Público é parte de um movimento para revisar nomes de espaços públicos que façam referência a figuras associadas ao regime militar brasileiro, incluindo os nomes de bairros como Castelo Branco e outros que são considerados um legado da ditadura militar.
Dinho destacou que, embora o debate sobre o legado da ditadura seja legítimo, as mudanças nos nomes de bairros e avenidas em João Pessoa não são simples de implementar, uma vez que essas denominações já fazem parte da identidade histórica da cidade. “São bairros que têm um significado para as pessoas, que estão enraizados na cultura local”, observou.
Apesar de sua opinião sobre as dificuldades práticas, Dowsley não descartou a possibilidade de buscar soluções para a questão, mas enfatizou a complexidade do tema e a necessidade de diálogo com a sociedade para encontrar alternativas que respeitem a história da cidade e os sentimentos da população.
PB Agora
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