O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba rejeitou, nesta quinta-feira (3), um recurso que pedia a cassação do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) por abuso de poder e uso irregular de recursos financeiros durante a campanha do político em 2024. A ação foi movida pelo PSB.
O relator do caso, juiz Roberto D`Horn Moreira, acompanhou o parecer ministerial e votou pelo desprovimento do recurso, que foi recusado por unanimidade. “A questão central da presente controvérsia reside na análise do suposto abuso de poder e econômico decorrente da contratação de servidores temporários em período eleitoral, além de um suposto aumento na média salarial de prestadores de serviço recentemente contratados. É necessário observar os pressupostos doutrinários, no presente caso o recorrente baseia sua tese nesse suposto aumento, contudo, as alegações apresentadas pelo investigante são extremamente genéricas, fazendo referências a períodos que na maioria estão fora do período vedado”, declarou Roberto.
A decisão refere-se ao recurso de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), proposta pelo candidato derrotado nas eleições de 2024, Jhony Bezerra (PSB). Na decisão, o relator reforçou que as provas não “comprovam prejuízo concreto”.
“A parte não demonstra a efetiva imprescindibilidade das provas pretendidas, tampouco comprova prejuízo concreto decorrente da decisão que dispensou a instrução probatória. É bem verdade que o princípio teve processo legal e assegura as partes a oportunidade de produzir as provas que entendam necessárias para demonstrar suas alegações. Contudo, a ausência demonstração objetiva da pertinência e relevância das provas requeridas impede o reconhecimento da nulidade do julgado”, complementou Roberto.
Redação
More Stories
Aliada de Galdino atribui votação de Jhony em CG a trabalho do grupo de João e não a mérito individual do médico
Em cenário pré-eleitoral, Sargento Denis deixa cargo no governo estadual, mas esposa permanece na gestão municipal de JP
“Quem estiver envolvido vai pagar”, diz Cabo Gilberto mesmo com aliados citados em caso do Banco Master