O ex-presidente Jair Bolsonaro continua apresentando episódios frequentes de soluços, segundo relato do deputado federal Cabo Gilberto (PL), que o visitou na manhã deste sábado (7) no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Bolsonaro, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo relacionado à tentativa de golpe, estaria sendo “torturado pelo Estado brasileiro”.
De acordo com Cabo Gilberto, a situação de saúde do ex-presidente é delicada. “É uma situação muito difícil. Bolsonaro deveria estar em casa. É um idoso, com mais de 70 anos, vai completar 71 agora, e já passou por diversas cirurgias. Ele está soluçando bastante e não tem condições físicas de continuar preso”, declarou. O deputado também afirmou que Bolsonaro foi condenado por um “crime impossível”.
Na avaliação do parlamentar, o Brasil vive um “estado de exceção”. Apesar disso, disse acreditar que Bolsonaro “vai sair dessa”. Segundo ele, o ex-presidente enviou um abraço aos apoiadores da Paraíba e de todo o país e repassou orientações sobre a atuação de seus aliados na Câmara dos Deputados.
Avaliação médica
Em laudo encaminhado ao STF, a Polícia Federal informou que, no momento, não há indicação de transferência de Bolsonaro para atendimento hospitalar em razão das comorbidades apresentadas. No entanto, o documento aponta a presença de sinais e sintomas neurológicos, com potencial aumento do risco de quedas, o que exige investigação diagnóstica complementar.
O relatório também destaca a necessidade de monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, uso regular de medicamentos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem, além de atendimento médico imediato em caso de intercorrências.
Em resposta a questionamento incluído no laudo, a Polícia Federal afirmou que a não observância dessas medidas pode resultar em complicações graves, como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano ou até morte súbita.
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o caso para análise da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Com Informações do R7.
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