Sob o comando de Hugo Motta (Republicanos), a Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira (02) a primeira sessão de 2026. O presidente da Casa prometeu uma pauta mais amena até o Carnaval, em tentativa de reduzir tensões internas que marcaram o ano de 2025.
Na semana passada, Motta reuniu os líderes e anunciou que colocará em votação a Medida Provisória que cria o programa Gás do Povo, prioridade do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que está prestes a caducar.
O parlamentar também sinalizou que, caso o Congresso instale uma CPI para investigar o Banco Master, a iniciativa não deve partir da Câmara.
Eleito em fevereiro de 2025 com 444 votos, Motta enfrentou dificuldades para conduzir um plenário polarizado. Um dos projetos mais emblemáticos neste quesito foi o PL da anistia. A proposta avançou com apoio do Centrão e relatoria de Paulinho da Força (Solidariedade) e levou Lula a anunciar veto simbólico em 8 de janeiro de 2026.
Além disso, processos de cassação de deputados como Chiquinho Brazão, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Glauber Braga expuseram tensões entre a Câmara, o STF e diferentes blocos partidários. Ocupações da Mesa Diretora, recuos disciplinares e embates com a imprensa também ocorreram de forma pontual.
Motta iniciou sua gestão prometendo prioridade à reforma administrativa, mas terminou 2025 reconhecendo que o debate será longo e difícil em ano eleitoral. A PEC da Segurança Pública e o projeto Antifacção também ficaram para 2026, após forte resistência de governadores e bancadas estaduais, que apontaram invasão de competências e riscos de aumento de custos.
A polarização política e a disputa de narrativas em torno da segurança pública contribuíram para frear o avanço das matérias, deixando a pauta legislativa marcada por adiamentos e frustrações.
Agora, Hugo Motta tenta reconstruir pontes e conduzir a Câmara em um ambiente menos conflituoso. A aposta inicial é em uma agenda enxuta e consensual até o Carnaval, com foco em medidas de impacto social.
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