A Justiça Eleitoral da Paraíba determinou, nesta quarta-feira (25), a cassação dos diplomas do prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), da vice-prefeita Camila Holanda (PP) e do vereador Márcio Alexandre (União Brasil), eleitos nas eleições de 2024. A decisão, assinada pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) com base em investigações que apontam abuso de poder político e econômico nas eleições. Da decisão ainda cabe recurso.
A decisão também declarou inelegível por oito anos o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano, que já havia sido alvo de outras investigações e, segundo o MPE, teve papel central no esquema que teria favorecido eleitoralmente os atuais gestores.
A sentença judicial tem como base as operações En Passant 1 e 2, deflagradas pela Polícia Federal em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). As investigações revelaram o possível uso de recursos públicos em benefício da campanha de André Coutinho, incluindo suspeitas de formação de organização criminosa, coação ao voto, peculato, lavagem de dinheiro e ameaças..
De acordo com o MP Eleitoral, o vereador Márcio Alexandre foi um dos principais beneficiados pelo esquema, sendo apontado como elo entre os supostos repasses ilícitos e a campanha eleitoral. O conteúdo extraído do celular de uma servidora mostrou pagamentos a eleitores e organização de benefícios em troca de votos, além de conversas sobre distribuição de cargos e favores políticos.
A Justiça determinou a comunicação imediata ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e à Câmara Municipal de Cabedelo para adoção das medidas legais cabíveis após a cassação. Com isso, um novo cenário político se desenha no município, que poderá passar por eleições suplementares, a depender do desfecho dos recursos judiciais.
PB Agora
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