O deputado estadual João Gonçalves (PSB) chamou atenção ao explicar, em entrevista à rádio 100.5 FM, por que, em mais de quatro décadas de vida pública, nunca se posicionou de forma declarada como oposição. Durante a conversa, ele revisitou episódios marcantes da política paraibana para justificar sua postura.
“A oposição de hoje é o governo de amanhã”, resumiu o parlamentar, ao comentar seu estilo de transitar entre grupos políticos adversários ao longo dos anos. Para ilustrar, recordou bastidores da crise envolvendo o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSD) e o ex-senador José Maranhão (MDB), quando a cassação do mandato de Cássio alterou o cenário político do Estado.
João Gonçalves disse que esteve ao lado de Cássio no dia da decisão e tentou acalmá-lo. Segundo ele, a responsabilidade pela queda do ex-governador foi do processo judicial, e não de Maranhão. O deputado também relatou episódios nos bastidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) que, em sua avaliação, evidenciaram fragilidades na defesa jurídica de Cássio.
Após a cassação, ele participou de articulações sobre a aprovação de um empréstimo do BNDES destinado a obras de abastecimento hídrico no Vale do Rio Paraíba. Apesar da pressão de setores da bancada contrários ao governo Maranhão, João Gonçalves manteve o voto favorável à obra. “O povo não podia ficar sem água. Fui lá e disse que votaria com Maranhão”, afirmou, destacando que priorizou o interesse da população em detrimento de disputas políticas.
Com seu estilo direto e marcado por relatos de bastidores, o deputado reforçou que sua postura não é de neutralidade, mas de pragmatismo político. Para ele, coerência significa colocar o Estado acima de interesses de grupos. “Era melhor mentir, como fazem em voto secreto, ou dizer a verdade na hora certa?”, provocou.
Redação
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