9 de fev de 2026 às 16:05
Representantes da Santa Sé estão analisando a vida de Pedro Ballester, universitário inglês que morreu de câncer em 2018, para avaliar se um processo de canonização deve ser aberto.
Ballester, de Manchester, morreu em 13 de janeiro de 2018, aos 21 anos, vítima de câncer ósseo, depois de uma vida de oração, sacrifício e virtude.
O padre Joseph Evans, capelão de Greygarth Hall, Manchester, que acompanhou Ballester no último ano de sua vida, disse à EWTN News: “Pessoas como Pedro e Carlo Acutis não mantiveram opções abertas. Elas se entregaram totalmente a Deus. Encontraram a felicidade na profunda doação de si mesmas e no profundo sofrimento”.
Carlo Acutis, um italiano de 15 anos, morreu em 2006 e foi canonizado no ano passado.
Um presente para amizade e compromisso com Deus
Ballester nasceu numa família católica e seus pais espanhóis são casados e membros do Opus Dei, prelazia pessoal da Igreja fundada na Espanha por são Josemaría Escrivá em 1928. O próprio Ballester ingressou na Opus Dei em 2013 como membro “numerário”, o que implica celibato vitalício.
Depois de ser aceito no Imperial College London para estudar engenharia química, Ballester sentiu fortes dores nas costas em seu primeiro semestre. Exames mostraram que ele tinha câncer avançado na região pélvica.
Em sua doença, ele costumava ir ao Hospital Christie’s em, Manchester, para tratamento de câncer, onde sua santidade e bondade foram notadas por muitos. Ele fez amizade com outros pacientes e com as enfermeiras.
“Ele fez amizade com muita gente”, disse Evans à EWTN News. “Ele se interessava genuinamente pelas pessoas. Ele as inspirava de um modo muito natural. Ele conseguia se conectar com as pessoas e falar com elas sobre Deus”.
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Em certa ocasião, Ballester escreveu um cartão ao papa Francisco, assinado por outros pacientes com câncer, e o entregou pessoalmente ao papa em Roma, em novembro de 2015. “Só queria que o senhor soubesse que tenho câncer e ofereço todos os meus sofrimentos pelo senhor e pela Igreja”, dizia a carta segundo o pai de Ballester, Pedro Ballester.
A partir desse momento, o sofrimento do jovem piorou e ele passou a sentir dores agudas regularmente, o que o levou à morte.
Prestando homenagem ao modo como Ballester reagiu à sua doença, Evans disse: “Ele estava se unindo ao sofrimento de Cristo. A dor que ele estava sentindo era uma parte muito maior da paixão de Cristo, oferecendo esse sofrimento a Cristo pelas almas, pela salvação. Acima de tudo, ele diria que o melhor modo de oração era oferecer o nosso sofrimento”.
Jack Valero, da Opus Dei, comentou à EWTN News o impacto de jovens santos católicos como Carlo Acutis e Piergiorgio Frassati. “Parece haver um grupo inteiro de pessoas, uma nova geração de católicos que vai abrir caminho. Deus está dizendo que, agora no século XXI, Vou dar a vocês muitas pessoas que serão modelos para os jovens”.
Ballester “pode ser alguém que nos ensine a sermos felizes quaisquer que sejam as nossas circunstâncias, e que estar perto de Deus é ser feliz”.
Valero descreveu Ballester como uma pessoa “especial”.
“Um cara muito amigável por toda a sua vida, e ele continuou sendo um cara muito amigável em sua doença”, disse Valero.
Destacando a “capacidade de fazer amigos” de Ballester como uma poderosa ferramenta de evangelização, ele disse: “Ele percebeu que não lhe restava muito tempo de vida. Então, ele perguntava às pessoas: Vocês vão à missa? Vocês estão bem com Deus? Vocês estão sendo bons com as pessoas? Essa capacidade de fazer amigos tinha o objetivo de aproximá-los de Deus”.
Os relatos do impacto de Ballester nas pessoas se espalharam pelo mundo, chegando a lugares como México, Espanha e Quênia. Um cartão de oração pedindo sua intercessão já foi traduzido para 28 idiomas.
Também foi lançado um documentário chamado Um Amigo no Céu que destaca o impacto da curta vida de Ballester, descrevendo-o como um “aluno com o dom da amizade e o amor por Deus”.
Olhando para o futuro, Evans pediu cautela enquanto a Igreja “decide” sobre a canonização de Ballester, mas disse à EWTN News: “Ele amava conversar com as pessoas. Era muito generoso. Há um enorme fenômeno espontâneo de devoção a ele em vários lugares do mundo”.

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