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Na Bíblia, Deus fala aos homens como amigos, diz Leão XIV

O papa Leão XIV refletiu na sua catequese da Audiência Geral de hoje (11) sobre a relação que existe entre a Palavra de Deus e a Igreja, expressa na constituição conciliar Dei Verbum.

Diante dos fiéis reunidos na Aula Paulo VI do Vaticano, o papa disse que “a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus”.

Ao citar o Concílio Vaticano II, o papa disse que a Igreja “sempre venerou as Sagradas Escrituras como ao próprio Corpo do Senhor” e que as considera, junto com a Sagrada Tradição, “regra suprema da sua fé”.

Leão XIV também recordou a Assembleia Geral Ordinária dos Bispos celebrada em 2008 sob o título “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, cujos frutos foram recolhidos por Bento XVI na exortação pós-sinodal Verbum Domini, documento no qual afirmou que “a autêntica hermenêutica da Bíblia só pode ser feita na fé eclesial, que tem o seu paradigma no sim de Maria”.

O papa Leão XIV disse que “na comunidade eclesial, a Escritura encontra o contexto necessário para cumprir a sua tarefa específica e alcançar o seu objetivo: dar a conhecer Cristo e abrir ao diálogo com Deus.

Ele citou a famosa frase de são Jerônimo, “A ignorância da Escritura é, de fato, a ignorância de Cristo”, que, segundo o papa, “nos recorda o propósito último da leitura e da meditação das Escrituras: conhecer Cristo e, por meio d’Ele, entrar em comunhão com Deus”.

O papa disse que esta relação pode ser entendida como uma conversa e um diálogo, no qual “Deus fala aos homens como amigos”. Algo que, segundo ele, acontece “quando lemos a Bíblia numa atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso encontro e entra em diálogo conosco”.

Leão XIV disse que “a Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã”.

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Ele recordou que todos os fiéis “são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos”.

O papa disse que “o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas”.

Leão XIV disse que a Igreja “deseja ardentemente” que a Palavra de Deus “chegue a cada membro e alimente a sua caminhada de fé”.

“Mas a Palavra de Deus também impele a Igreja para além de si mesma, abrindo-a continuamente à missão de chegar a todos”, acrescentou.

“De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final”, disse o papa.

Leão XIV disse que a Palavra de Deus “sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas”.

O papa destacou que “Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne” e que “toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença salvadora,  para cada um de nós e para toda a humanidade”.

FONTE: ACI Digital