O deputado estadual Hervázio Bezerra evitou ampliar o debate sobre a declaração do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), que afirmou ter o sonho de disputar a Prefeitura de João Pessoa. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (12), o parlamentar, que tem o filho Léo Bezerra (PSB) como candidato natural à reeleição em 2028, adotou um tom conciliador, elogiou Pedro e praticamente tirou o tema da pauta imediata.
Questionado sobre a possibilidade de Pedro disputar a PMJP dentro do atual cenário político, Hervázio foi direto ao afirmar que o ex-deputado tem legitimidade para sonhar com novos cargos.
“Pedro Cunha Lima é um quadro qualificado da política paraibana. Todos sabem a votação expressiva que ele obteve em 2022. Ele tem todo o direito de sonhar em ser prefeito de João Pessoa ou governador do Estado”, declarou.
O deputado relembrou, inclusive, a disputa estadual de 2022 e destacou a força política do adversário. “Eu sei o trabalho que deu para derrotarmos Pedro em 2022. Se ele tivesse sido um pouco mais habilidoso politicamente em algumas articulações, talvez a história da Paraíba fosse outra hoje”, avaliou.
Apesar disso, Hervázio minimizou a discussão sobre a sucessão municipal na Capital, ressaltando que o foco atual da política paraibana está voltado para 2026. Segundo ele, o debate sobre João Pessoa deve ficar para o momento adequado.
“O que está em discussão agora é a sucessão da Paraíba. A história de João Pessoa vai vir em 2028. Não é o momento”, afirmou.
O parlamentar também comentou sobre a possibilidade de o vice-prefeito Léo assumir a gestão municipal, caso o prefeito Cícero Lucena decida mesmo disputar o Governo do Estado nesta eleições. Para Hervázio, quem administra bem não deve temer adversários.
“Quem administra bem não tem que se preocupar com oposição. O único medo de um governante é administrar mal. Léo adquiriu experiência e está preparado”, disse.
Por fim, Hervázio reforçou que só considera cenário concreto após eventuais renúncias oficiais. “Fato concreto só após a renúncia de João e de Cícero. Até lá, é especulação”, concluiu.
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