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França debate assassinato de católico conservador por suspeitos de extrema-esquerda

A morte por espancamento do francês Quentin Deranque, convertido ao catolicismo e dedicado à vida pastoral, supostamente por ativistas de extrema-esquerda desencadeou um debate político na França.

Deranque, de 23 anos, morreu num hospital em Lyon, França, em 14 de fevereiro, depois de ter sido espancado dois dias antes numa conferência pró-Palestina organizada pelo partido de esquerda La France Insoumise (A França Insubmissa) no Instituto de Estudos Políticos de Lyon.

Autoridades continuam investigando os acontecimentos para identificar os responsáveis ​​pelo ataque, embora hipóteses iniciais sugiram a responsabilidade de membros da Guarda Jovem, grupo ligado à organização do evento, apresentado pela eurodeputada de extrema-esquerda Rima Hassan, possam estar envolvidos.

Deranque, ativista pró-vida e estudante de filosofia — segundo seu advogado, Fabien Rajon — compareceu ao evento com a intenção de protestar pacificamente ao lado do coletivo Nemesis, fundado em 2019 com o objetivo de defender os direitos das mulheres ocidentais contra certas correntes do feminismo contemporâneo.

Membro da paróquia de São Jorge em Lyon, Deranque também fazia parte da congregação Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), que preserva, em plena comunhão com Roma, a liturgia anterior à reforma do Concílio Vaticano II. Numa missa de homenagem realizada em 15 de fevereiro na igreja de São Jorge, o pároco, padre Laurent Spriet, pediu orações por sua alma. “É um momento de compaixão, respeito, oração e de deixar a polícia e o sistema judiciário fazerem seu trabalho”, disse o padre.

O advogado de Deranque disse à imprensa local que ele foi vítima de uma “emboscada meticulosamente preparada” por “indivíduos organizados e treinados, em número muito superior e armados, alguns com os rostos cobertos, que fizeram um reconhecimento prévio” e alegadamente contaram com a colaboração de terceiros.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu calma depois do ataque e disse que “nenhuma causa ou ideologia jamais justificará um assassinato”.

A deputada francesa Marine Le Pen instou o governo da França a abandonar “a sua passividade face às milícias de extrema-esquerda que, por anos, sob a proteção da complacência e o apoio de partidos como La France Insoumise, multiplicaram a intimidação, as ameaças e os ataques na esfera pública”.

“A democracia não pode continuar tolerando aqueles que procuram destruí-la”, escreveu ela na rede social. “Dada a gravidade das ameaças e as intenções criminosas claramente manifestadas, o governo deve considerar essas milícias como grupos terroristas. Isso implica que sejam tratadas como tal e que lhes sejam aplicadas a legislação e os regulamentos em vigor sobre a matéria”.

Depois da morte do jovem, ela disse que “a dor insuportável de perder um filho não deve ser agravada pela impunidade insuportável dos responsáveis ​​por esse linchamento”.

“Caberá ao sistema judiciário julgar e condenar esse ato de violência sem precedentes com a máxima severidade”, disse a política.

FONTE: ACI Digital