22 de fev de 2026 às 15:06
Leão XIV pediu que “se chegue sem demora a um cessar-fogo” na Ucrânia e “que se reforce o diálogo para abrir caminho à paz”, no quarto aniversário da invasão russa neste território.
“A paz não pode ser adiada”, disse o papa. “É uma necessidade urgente, que deve encontrar espaço nos corações e traduzir-se em decisões responsáveis”.
O papa ainda destacou que seu “coração segue voltado para a dramática situação” da Ucrânia “que está diante dos olhos de todos”.
“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível!”, disse Leão XIV destacando que “toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana”, que “deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações”.
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O papa também convidou “todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias”.
Quatro anos depois do início da invasão russa na Ucrânia, a linha de frente encontra-se estagnada numa longa disputa sem mudanças decisivas. Moscovo domina cerca de 20% do território ucraniano, uma extensão um pouco maior do que há dois anos: desde 2024, controla apenas 1,5% a mais do território, pouco mais do que seis mil quilômetros quadrados, apesar dos enormes esforços e recursos destinados.

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