O México ainda está em estado de alerta, mas, segundo o governo, a situação vai, aos poucos, sendo normalizada. Nesta segunda-feira (23), escolas ficaram fechadas em ao menos oito estados por causa da onda de violência no domingo (22).
A violência começou após o anúncio da morte do narcotraficante Nemésio Oseguera Cervantes. Conhecido como “El Mencho”, ele era líder do cartel “Jalisco Nova Geração” e um dos homens mais procurados do México. Os Estados Unidos chegaram a oferecer US$ 15 milhões por informações que levassem ao criminoso.
O secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla, disse que a localização de “El Mencho” foi descoberta após a visita de uma namorada. Ele foi baleado em um tiroteio entre militares e seguranças particulares, chegou a ser levado de helicóptero para a Cidade do México, mas não resistiu aos ferimentos.
Onda de ataques
Integrantes do cartel, então, começaram uma onda de ataques por diversos estados. Vinte e cinco militares da Guarda Nacional e 30 traficantes morreram nos confrontos. Uma mulher, civil, também morreu baleada. Veículos e postos de combustíveis foram incendiados, especialmente no estado de Jalisco, sede do cartel “Nova Geração”. Houve 85 bloqueios em rodovias federais em 11 estados. Voos nacionais e internacionais foram cancelados. Passageiros se desesperaram após tiros disparados dentro do aeroporto de Jalisco. Ninguém se machucou.
A operação contra “El Mencho” foi comemorada pelos governos do México e dos Estados Unidos, mas a presidente do país, Cláudia Sheinbaum, afirmou que ela foi toda conduzida por forças nacionais e negou a participação de Washington.
*Com informações da agência Reuters
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