26 de fev de 2026 às 15:37
Mary Gallagher, reitora da Escola Keough de Assuntos Globais da universidade Notre Dame, anunciou hoje (26) que a professora Susan Ostermann “decidiu não prosseguir como diretora” do Instituto Liu para a Ásia e Estudos Asiáticos. Ostermann é ativista pró-aborto.
Segundo o e-mail, cuja cópia foi obtida pela EWTN News, Gallagher disse ser “grata pela disposição [de Ostermann] em servir e pela consideração com que ela tomou essa decisão”.
Ostermann disse no anúncio que “o foco na minha nomeação corre o risco de ofuscar o trabalho vital que o instituto faz, e que deve ter permissão para prosseguir sem distrações indevidas”.
Ela disse ser “evidente que há trabalho a ser feito em Notre Dame para construir uma comunidade na qual uma variedade de vozes possa florescer”.
O jornal Notre Dame Observer foi o primeiro a noticiar o fato hoje.
A nomeação de Ostermann gerou críticas crescentes contra a universidade, na sequência da declaração do bispo de Fort Wayne-South Bend, Indiana, Kevin Rhoades, que pedia à instituição que cancelasse a nomeação.
A escola anunciou a nomeação de Ostermann como diretora do Instituto Liu para a Ásia e Estudos Asiáticos no início do mês passado. Na ocasião, Gallagher descreveu Ostermann como uma “acadêmica excepcional e uma professora profundamente dedicada”, além de uma “escolha excelente” para liderar o instituto.
Em 11 de fevereiro, o bispo Rhoades expressou, em comunicado, “consternação” e “forte oposição” à nomeação, dizendo que a decisão da escola estava “causando escândalo aos fiéis de nossa diocese e além”.
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O bispo destacou o apoio público bem documentado de Ostermann ao aborto e as críticas delas, por vezes cáusticas, ao movimento pró-vida, que ela por vezes associou ao racismo e à misoginia.
As crenças dela sobre o aborto “vão contra um princípio fundamental de justiça que é central para a identidade e missão católica de Notre Dame”, disse o bispo Rhoades.
A declaração de Rhoades foi rapidamente apoiada por vários bispos dos EUA. O arcebispo de Denver, Samuel Aquila ; o bispo de Winona-Rochester, Minnesota, Robert Barron; o arcebispo de São Francisco, Salvatore Cordileone; o bispo de Green Bay, Wisconsin, David Ricken; e vários outros elogiaram as declarações de Rhoades e pediram à Universidade Notre Dame que revogasse a nomeação.
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB, na sigla em inglês), arcebispo Paul Coakley, também instou a universidade a recuar, dizendo que Ostermann “se opõe abertamente à doutrina católica sobre a santidade da vida, nesse caso, à proteção dos nascituros”.
Até 8 de fevereiro, a universidade ainda se recusava a revogar a nomeação de Ostermann. A instituição disse ao jornal Irish Rover que “não havia mudado sua posição” em relação à liderança de Ostermann no departamento.
Robert Gimello e Diane Desierto, dois acadêmicos anunciaram seu desligamento de Notre Dame citando a nomeação de Ostermann como o motivo de sua saída.
O ex-professor de sociologia em Notre Dame Christian Smith, num ensaio publicado em 13 de fevereiro na revista First Things, escreveu que os líderes de Notre Dame são “equívocos quanto à missão católica e tomam decisões e adotam práticas que a prejudicam”.

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