O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) voltou a demonstrar preocupação com o ritmo das definições do partido e da Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) na Paraíba para as eleições de outubro. Nesta quinta-feira (26), o parlamentar alertou mais uma vez que o prazo para o martelo ser batido não deve ultrapassar o meio do mês de março.
Cartaxo acredita que a prorrogação dessas definições podem prejudicar a organização dos candidatos que vão disputar cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
“Eu acredito que não pode ultrapassar o meio de março. Inevitavelmente, a gente tem um prazo aí no comecinho de abril, 2, 3 de abril. Mas, sem dúvida alguma, a gente precisa dessa orientação, dessa decisão aqui, porque existe montagem da chapa proporcional, tanto para deputado federal como para deputado estadual”, afirmou durante entrevista à rádio Correio 98 FM.
Um dos pontos de maior atenção para o deputado é a complexidade das conversas dentro da Federação, especialmente em relação ao PV, que tem sido alvo de diversos perfis políticos interessados apenas no coeficiente eleitoral.
“O GTL, que é o grupo de trabalho eleitoral do PT, está discutindo isso com os dois partidos da federação. Esse é um complicador, não é decisão específica do PT. A gente tem que ouvir o PC do B e ouvir o PV. E o PV está sendo procurado por todos, diversos candidatos, com perfil de esquerda, sem perfil de esquerda, de olho única e exclusivamente na possibilidade de ser eleito”, explicou.
Cartaxo foi enfático ao dizer que o PT precisa estabelecer critérios rígidos para evitar que a legenda sirva de escada para políticos que não tenham afinidade com o projeto do presidente Lula e com a história da sigla.
“A gente precisa criar alguns critérios, como o PT está decidindo isso claramente. Nós não vamos aceitar passar uma boiada nesse processo todo, porque a gente também não vai trabalhar para eleger candidatos que não têm nenhum perfil com a política de centro-esquerda que o PT faz aqui na Paraíba”, concluiu o parlamentar.
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