São as águas de março. E água abundante. As chuvas que caem na Paraíba neste mês de março, aumentaram o volume dos principais reservatórios do Estado. Pelo menos oito açudes atingiram a capacidade máxima em decorrência das últimas chuvas.
Segundo a da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), estão sangrando o açude de Araçaji, na cidade do mesmo nome, o açude de Porções, na cidade de Monteiro, Caçimba de Várzea, na cidade de Cacimba de Dentro, o açude Pedra Lisa em Bananeiras, São José II também em Monteiro, Olho D´água e Brejinho na cidade do Mari, e Cachoeira da Vaca na cidade de Cachoeira dos índios, este último no Sertão do Estado
A Barragem da Farinha, em Patos, no Sertão da Paraíba, saiu de cerca de 2% para mais de 79% de volume de água em apenas três dias de chuvas intensas, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais chuvas nas próximas horas para várias regiões da Paraíba.
Segundo dados da Aesa, até o último sábado, dia 28 de fevereiro, a Barragem da Farinha tinha apenas cerca de 2% da capacidade total do volume de água. Após as fortes chuvas registradas no sábado (28) e domingo (1º), o volume de água do reservatório, responsável pelo abastecimento de Patos, ultrapassa os 79%.
Já o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, está com 38,67% % de sua capacidade, o equivalente a 180.405.398,50 2 milhões de metros cúbicos de sua total capacidade de armazenamento que é de 466.525.964,00 metros cúbicos de água.
Segundo a AESA, a variação nos volumes dos principais reservatórios da Paraíba neste início de ano reflete o período de menor incidência de chuvas no estado e as características específicas de cada bacia hidrográfica, conforme dados oficiais da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).
O comparativo entre janeiro e fevereiro de 2024, 2025 e 2026 indica oscilações naturais nos volumes, com comportamento compatível com a estação. Em 2026, os percentuais observados estão dentro do padrão esperado para o período, com acompanhamento técnico permanente. O açude Coremas apresenta variação em relação aos anos anteriores, enquanto o reservatório Epitácio Pessoa, em Boqueirão, mantém percentual semelhante ao registrado em 2024.
Já o açude Mãe d’Água tem comportamento influenciado pela distribuição das chuvas na bacia de captação.
Para o técnico em Recursos Hídricos da Aesa, André Veloso, a oscilação é natural e esperada: “Já enfrentamos períodos com escassez mais prolongada e volumes inferiores aos atuais. A recuperação dos mananciais depende da distribuição das chuvas, o que pode fazer com que reservatórios próximos respondam de forma diferente”.
O monitoramento dos reservatórios segue contínuo em todo o estado, e a população pode acompanhar boletins e dados atualizados nos canais oficiais da Aesa.
Severino Lopes
PB Agora
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