5 de mar de 2026 às 16:07
A casa do bispo de Jundiaí (SP), dom Arnaldo Carvalheiro Neto, recebeu no domingo (1º) o encontro dos grupos católicos LGBT+ de São Paulo. Desde outubro do ano passado, dom Arnaldo atua como bispo referencial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT+.
O encontro começou com a celebração da missa com os participantes reunidos em volta do altar na pequena capela da casa episcopal. Depois, no mesmo local, houve um momento de diálogo, testemunhos e partilha dos desafios que os grupos enfrentam.
Segundo o site da diocese de Jundiaí, dom Arnaldo falou sobre “a identidade dos Grupos Católicos LGBT+ como espaço teológico, fundamentado nos pilares da espiritualidade, da caridade — expressa na acolhida e na mútua ajuda — e do estudo e formação”.
Representantes da Pastoral Carcerária também participaram do encontro. Segundo o site da pastoral, o “objetivo principal foi conversar sobre como a Igreja pode ajudar as pessoas que mais sofrem. Um dos pontos de destaque foi a situação de quem está preso”.
O site da diocese diz que o bispo acolheu os participantes em sua casa de forma fraterna e num ambiente familiar. As fotos divulgadas mostram o bispo junto com os participantes de calça jeans e camiseta, sem trajes eclesiásticos.
O encontro contou com o apoio da Comunidade Diversidade e Fé, da própria diocese de Jundiaí. Dom Arnaldo disse à ACI Digital em novembro passado que acompanha essa comunidade desde 2022 e que é formada por católicos LGBT+, pais e familiares” que é “um espaço de oração, estudo e acolhida”.
LGBT+ é uma sigla formada pelas palavras “lésbicas”, “gays”, “bissexuais”, “transsexuais” usada pelos militantes da ideologia de que a sexualidade humana independe do sexo e se manifesta em gêneros muito mais variados do que homem e mulher
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A ideia contraria à Escritura e a doutrina da Igreja. O livro do Gênesis 1, 27 ensina que “Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher Ele os criou”, na tradução oficial da CNBB.
O Catecismo da Igreja Católica diz, no número 369: “O homem e a mulher foram criados, quer dizer, foram queridos por Deus: em perfeita igualdade enquanto pessoas humanas, por um lado; mas, por outro, no seu respectivo ser de homem e de mulher. “Ser homem”, “ser mulher” é uma realidade boa e querida por Deus: o homem e a mulher têm uma dignidade inamissível e que lhes vem imediatamente de Deus, seu Criador. O homem e a mulher são, com uma mesma dignidade, “à imagem de Deus”. No seu «ser homem» e no seu “ser mulher”, refletem a sabedoria e a bondade do Criador.
Escritura, tradição e magistério definem atos homossexuais como pecado
A doutrina católica sobre a homossexualidade está resumida em três artigos do Catecismo. O nº 2.357 diz que “a homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados”. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”.
No nº 2.358 diz que “um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação, devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”.
E o nº 2359 destaca que “as pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

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