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Mais de 80 cientistas assinam manifesto de paz promovido pela Pontifícia Academia para a Vida

A Pontifícia Academia para a Vida (PAV) lançou a iniciativa internacional Cientistas pela Paz, um apelo de cientistas, pesquisadores e acadêmicos do mundo todo para promover ações concretas pela paz por meio da pesquisa científica e da cooperação internacional.

O projeto, promovido com o patrocínio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, surge em um contexto internacional marcado por conflitos armados e tensões globais que, segundo os organizadores, ameaçam não apenas as populações afetadas, mas também a liberdade e a cooperação na pesquisa científica.

Promoção e defesa da vida humana

A PAV diz em uma nota de imprensa que sua missão é estudar, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, questões relacionadas à promoção e defesa da vida humana e propõe uma pergunta central: “A pesquisa científica, em seus métodos e objetos de investigação, pode contribuir para a busca da paz?”

Segundo o documento apresentado, a ciência se desenvolve por meio da troca de conhecimento e de uma constante disposição para o debate crítico.

Embora a competição e o desacordo façam parte da vida acadêmica, os autores do manifesto dizem que estas podem ser administradas por meio da comunicação transparente e do esforço para superar interesses particulares em prol do bem comum e do avanço do conhecimento, mesmo além das fronteiras nacionais.

A iniciativa convida a comunidade científica internacional a defender ativamente a paz e a trabalhar pela reconciliação e resolução de conflitos por meio da prática diária da pesquisa.

O apelo também se inspira nas palavras do papa Leão XIV em sua mensagem para o 59º Dia Mundial da Paz, em 2026, onde afirma: “A paz existe, quer habitar em nós, tem o poder suave de iluminar e ampliar a inteligência, resiste à violência e a vence”.

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A iniciativa está aberta a cientistas de todas as disciplinas, nacionalidades e tradições culturais, independentemente de suas crenças políticas ou religiosas.

Pesquisadores com notável presença internacional

Até o momento, 80 cientistas já assinaram o apelo. Entre eles, encontram-se diversos pesquisadores com notável presença internacional no debate acadêmico e midiático.

Por exemplo, o ecologista David Tilman, um dos pesquisadores mais influentes nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas e agricultura sustentável; bem como o psicólogo do desenvolvimento Michael Lamb, professor da Universidade de Cambridge, que estuda desenvolvimento infantil e direito de família.

Na área da educação, a lista inclui o especialista em formação de caráter Thomas Lickona, professor emérito da Universidade Estadual de Nova York em Cortland, e a psicóloga cultural Barbara Rogoff, pesquisadora da Universidade da Califórnia, Santa Cruz.

Da área da bioética, a lista tem o especialista holandês Henk ten Have, professor da Universidade Duquesne e ex-chefe de ética científica da UNESCO, a filósofa do direito Laura Palazzani, professora da Universidade LUMSA, e o jurista espanhol Federico de Montalvo Jääskeläinen, professor da Pontifícia Universidade de Comillas e ex-presidente do Comitê de Bioética da Espanha.

A lista inclui ainda a teóloga social Emilce Cuda, chefe da Comissão Pontifícia para a América Latina; o pediatra italiano Alberto Villani, do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, em Roma, conhecido por sua presença na mídia durante a pandemia; e o neonatologista Daniele De Luca, professor da Universidade Paris-Saclay. e ao pesquisador agrícola Felix Prinz zu Löwenstein, do Instituto de Pesquisa em Agricultura Orgânica FiBL, figura de destaque no debate europeu sobre agricultura orgânica e sustentabilidade alimentar.

FONTE: ACI Digital