O líder conservador Kyriakos Mitsotakis, que obteve a maioria absoluta nas eleições gregas neste domingo (25), prometeu que o seu governo realizará as “grandes reformas” necessárias para tornar a Grécia um país “mais próspero e justo”.
Depois de contados 90% dos votos, a Nova Democracia, o partido conservador de Mitsotakis, obteve 40,5% dos votos, o que já lhe dá 158 dos 300 lugares no Parlamento grego.
Se estes resultados se mantiverem, Mitsotakis será reeleito primeiro-ministro da Grécia e poderá governar novamente sozinho, como tem feito nos últimos quatro anos.
“Os cidadãos nos deram um mandato forte para avançarmos mais rapidamente no caminho das grandes mudanças”, afirmou o líder conservador após a sua esmagadora vitória em frente à sede do partido, em Atenas.
O resultado foi um novo revés para a oposição de esquerda Syriza e especialmente para o seu líder, o ex-chefe de governo Alexis Tsipras, que recebeu apenas 17,8% dos votos, inferior aos resultados das eleições do mês passado.
“Hoje, um ciclo traumático de mentiras e toxicidade que atrasou a Grécia está finalmente chegando ao fim”, acrescentou Mitsotakis, ao se referir ao declínio do Syriza.
O apoio a Mitsotakis nestas eleições se deve principalmente à sua gestão econômica, de acordo com todas as pesquisas. Apesar de a economia do país ainda não ter atingido os níveis anteriores à crise da dívida de 2010, os gregos reconhecem que as pensões e os salários estão aumentando, que o investimento está chegando e que o país está crescendo mais rapidamente do que a média da União Europeia.
Mitsotakis afirmou que “será o primeiro-ministro de todos os gregos” e que os principais objetivos do seu governo serão o aumento dos salários, o reforço da saúde pública e a modernização de um Estado que, em alguns setores, apresenta claras deficiências.
Esta é a primeira vez, desde o início da crise financeira em 2010, que um primeiro-ministro grego é reeleito após um mandato de quatro anos.
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