A Rússia prendeu o general Sergei Surovikin, segundo em comando das forças armadas russas, sob acusações de ligação com o motim frustrado do grupo paramilitar Wagner no último fim de semana. Duas fontes ligadas ao Ministério da Defesa confirmaram a informação ao jornal The Moscow Times nesta quarta-feira (28), sob condição de anonimato.
Nos últimos dias, os jornais americanos Wall Street Journal
e New York Times, citando fontes ocidentais, publicaram que o líder do Wagner, Yevgeny
Prigozhin, teria comunicado a intenção de realizar o motim a Surovikin e este
não teria alertado o presidente Vladimir Putin. A informação foi descrita a
princípio como “especulação” pelo Kremlin.
O Ministério da Defesa ainda não fez comentários sobre a
suposta prisão de Surovikin. Segundo o Moscow Times, o general não é visto publicamente
desde sábado (24), data em que o Wagner promoveu a rebelião, que chegou ao fim
após o recuo do grupo mercenário e um acordo para que Prigozhin se exilasse em
Belarus.
Uma das fontes disse ao Moscow Times que “aparentemente, ele
[Surovikin] escolheu o lado de Prigozhin durante a rebelião”. Outros nomes das
forças armadas russas estariam passando por um processo de “expurgos” devido à
rebelião do Wagner.
O conhecido canal de Telegram para informações sobre a
guerra na Ucrânia Rybar observou que a rebelião armada “se tornou a razão para expurgos
em grande escala nas fileiras das Forças Armadas”.
“Há vários dias que investigadores e representantes do
Serviço Federal de Proteção [responsável pela segurança de altos cargos,
incluindo Putin] têm interrogado comandantes militares e de unidades”, disse.
Outros blogueiros militares afirmaram que o suposto expurgo também afeta os pilotos que se recusaram a atacar os comboios do Grupo Wagner que se aproximavam de Moscou no sábado e os guardas fronteiriços que também não conseguiram parar os mercenários na região de Rostov.
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