Pelo menos 288 agressões a defensores de direitos humanos
foram documentadas na Venezuela ao longo deste ano, segundo informou nesta
quarta-feira (28) a ONG Centro para os Defensores e a Justiça (CDJ), que
responsabiliza o governo do país pelos ataques.
A advogada Mariana Romero, integrante da organização,
explicou que entre 2017 e 2022 foram registradas 2.050 agressões, entre as
quais figuram ameaças e intimidações, perseguição, promoção de leis restritivas
e ataques digitais contra ativistas e agrupamentos sociais.
“Apenas neste ano, nos preocupa o aumento significativo
destas agressões, com 288 contra a defesa, promoção e exigência de direitos”,
afirmou Romero, durante um fórum virtual organizado pela Anistia Internacional.
A jurista acredita que o Estado “não tem uma intenção real
de cumprir com as 328 recomendações que a ONU fez à Venezuela no exame
periódico universal do ano passado”, várias delas relacionadas com a
necessidade de proteger o espaço cívico a quem defende os direitos humanos.
Pelo contrário, garante Romero, o governo “aprofunda o fechamento
do espaço democrático”.
“Apesar de a comunidade internacional ter olhos voltados
para a Venezuela e exigir um entorno seguro, a resposta segue sendo continuar
com a criminalização, a repressão e o controle social”, lamentou a advogada.
Diante desse quadro, a ONG exigiu ao Estado venezuelano que gere “mecanismos efetivos” para o pleno e livre exercício de ações de defesa e ação humanitária.
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