O PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) perdeu uma cadeira no Parlamento após a contagem de votos de espanhóis que vivem fora do país. Com isso, as chances de que partidos de esquerda consigam formar maioria diminuíram, dificultando a reeleição do atual premiê da Espanha, Pedro Sánchez.
Na semana passada, o conservador Partido Popular (PP) venceu as eleições, mas partidos de direita não conquistaram representantes suficientes para chegar à maioria absoluta (176 cadeiras no Parlamento).
Com isso, tanto a esquerda quanto a direita começaram uma corrida para conquistar o apoio de outros partidos, incluindo até mesmo legendas separatistas. Se nenhum bloco alcançar as 176 cadeiras, a escolha do próximo premiê será feita em uma segunda votação que funciona por maioria simples.
Juntos pela Catalunha pode ser decisivo
A contagem dos votos deu à direita 171 cadeiras no Parlamento: 137 do PP, 33 do partido Vox e uma da União do Povo Navarro. Agora, para vencer, Sánchez deve precisar do apoio do Juntos pela Catalunha (Junts).
Segundo a agência de notícias Reuters, uma das condições do Junts para apoiar o atual premiê é a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha. Para que o referendo seja feito, porém, é necessária uma mudança na Constituição espanhola. O Junts também demanda a anistia para separatistas que enfrentam acusações por causa de uma consulta popular considerada ilegal, que foi realizada em 2017.
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