O ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, foi considerado culpado por agressão sexual contra a jogadora Jenni Hermoso, após beijá-la sem consentimento na final da Copa do Mundo feminina de 2023.
A Justiça espanhola determinou nesta quinta-feira (20), que o dirigente terá que pagar uma multa de mais de 10 mil euros (cerca de R$ 56 mil) pelo crime, mas absolveu Rubiales da acusação de coerção.
Os promotores haviam solicitado uma pena de prisão para Rubiales, em um caso que ofuscou a comemoração do primeiro título mundial da seleção feminina da Espanha e gerou um intenso debate sobre sexismo no futebol feminino e na sociedade espanhola.
Rubiales afirmou que Hermoso havia consentido com o beijo, mas a jogadora negou.
O ex-dirigente foi absolvido da acusação de coerção por supostamente tentar minimizar o ocorrido durante a cerimônia de premiação da final em Sydney, na Austrália.
Além disso, três ex-integrantes da Federação Espanhola acusados de coerção — o ex-técnico da seleção feminina, Jorge Vilda, o diretor esportivo da equipe masculina, Albert Luque, e o chefe de marketing, Ruben Rivera — também foram absolvidos.
A decisão judicial proibiu Rubiales de se aproximar a menos de 200 metros de Hermoso e de manter qualquer tipo de contato com ela por um ano. A multa foi estipulada em 20 euros por dia ao longo de 18 meses.
A defesa de Hermoso ainda não se pronunciou sobre o caso.
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