O Instituto Nacional de Estatística (INE) da Espanha
divulgou nesta terça-feira (8) que o país europeu atingiu no segundo trimestre
deste ano a maior população da sua história, ao chegar a 48.345.223 habitantes.
Em relação ao primeiro trimestre de 2023, foi registrado um saldo de 135.186 habitantes
a mais, um aumento de 0,28%.
Segundo o INE, a população com nacionalidade espanhola
cresceu apenas 0,08% entre abril e junho (34.792 habitantes a mais), enquanto o
número de habitantes estrangeiros teve variação de 1,61% (acréscimo de 100.394
pessoas).
Dos dez países que mais enviaram imigrantes, cinco são da
América Latina. A Colômbia liderou a lista geral, com 37,7 mil imigrantes
chegando à Espanha no segundo trimestre de 2023, à frente de Marrocos (21,5
mil) e de espanhóis retornando ao país (19,9 mil).
Venezuela e Peru apareceram em quarto e quinto lugares, com
respectivamente 18,1 mil e 14,6 mil imigrantes, enquanto Argentina e Honduras
ficaram no sétimo e oitavo postos, com 8,8 mil e 7,6 mil chegadas,
respectivamente.
No início do ano, o Centro de Recursos de Análise de
Conflitos (Cerac) havia relatado que cerca de 547 mil pessoas se mudaram da
Colômbia para outros países no ano passado, patamar histórico e superior aos
registrados durante a crise econômica e de segurança entre 1999 e 2001.
Os pesquisadores alegaram que o ritmo de emigração pode ter aumentado porque, apesar do crescimento econômico de 7,5% da Colômbia em 2022, a perspectiva é de forte desaceleração em 2023. A desvalorização do peso colombiano no segundo semestre, após a posse de Gustavo Petro, também pode ter influenciado.
Na Venezuela, uma nova crise econômica perpetrada pelo chavismo empurra moradores para outros países: segundo os dados de um relatório independente divulgado na segunda-feira (7), a taxa de inflação interanual da Venezuela atingiu 439% em julho.
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