O projeto de reforma do Imposto de Renda, apresentado pelo Ministério da Fazenda, será uma prova de fogo para o novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). A proposta prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais, com faixa de transição até R$ 7 mil, compensada pela taxação de pessoas com alta renda.
O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) será o relator do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) para R$ 5 mil.
A escolha deve ser oficializada nesta quinta-feira (03), pelo presidente da Casa legislativa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A escolha do relator do projeto representará um termômetro sobre como Motta vai conduzir a Casa, especialmente após a influente gestão de Arthur Lira.
O projeto foi enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional em março.
Hugo Motta já adiantou que o texto deve ser alterado pelos deputados. Uma proposta alternativa está sendo elaborada pelo partido de Lira, o PP e deverá ser considerada durante a tramitação do projeto.
O nome de Arthur Lira foi bem recebido pelo governo, já que o ex-presidente é conhecido por cumprir acordos.
Inicialmente, o nome mais cotado para a relatoria do projeto de reformulação do IR era o do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Hugo, porém, reconsiderou.
A escolha de Lira por Hugo foi vista como um gesto de boa vontade do presidente da Câmara, alçado ao cargo com a benção do antecessor.
O projeto
O texto começará a tramitar pela Câmara dos Deputados e deve ser analisado por comissões antes de ir ao plenário da Casa. Se aprovado, o texto seguirá para análise do Senado.
A expectativa do governo é de que a nova faixa de isenção esteja em vigor para a campanha do IR de 2026. Para tal, o projeto de lei precisa ser aprovado e sancionado ainda neste ano.
PB Agora
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