Um vídeo divulgado nas redes sociais, supostamente ligado ao cartel Los Lobos, segunda maior organização criminosa do Equador, indica que o grupo assumiu a responsabilidade pela morte do candidato à presidência do país Fernando Villavicencio, assassinado com três tiros na cabeça durante um comício na tarde dessa quarta-feira (9).
Na gravação, criminosos encapuzados e armados com fuzis fazem ameaças a outros candidatos que, segundo eles, “não cumprem com suas palavras”. Entre os nomes mencionados está outro presidenciável, o empresário Jan Topic.
No pronunciamento, o porta-voz da organização afirmou que “os corruptos que recebem milhões de dólares da facção para financiar a campanha serão ‘exonerados’, caso não sigam com as promessas”, assim como Villavicencio.
Apesar da reivindicação de autoria do crime, a polícia equatoriana ainda não confirmou se, de fato, o grupo Los Lobos foi o responsável pelo assassinato de Fernando Villavicencio.
Um dos suspeitos de realizar os disparos foi morto durante troca de tiros com a equipe de segurança da vítima. As investigações continuam, segundo o presidente, Guillerme Lasso, que prometeu punição aos responsáveis.
As eleições antecipadas permanecem inalteradas para o dia 20 de agosto, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Villavicencio, de 59 anos, era jornalista, ex-deputado e opositor do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).
De acordo com a agência EFE, ele defendia uma luta frontal contra as máfias do crime organizado, em meio a uma campanha eleitoral marcada pela pior crise de segurança da história do Equador, que fechou 2022 com uma taxa de 25,32 mortes violentas por 100.000 habitantes, a mais alta desde que começaram os registros.
“Los Lobos”, assim como outras quadrilhas do crime organizado que atuam no Equador, são envolvidos com o narcotráfico e extorsão, segundo as autoridades.
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