O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que uma solução justa e duradoura para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meios pacíficos e sobre direito internacional. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (28), durante discurso de abertura da reunião de chanceleres dos países membros do Brics, no Rio de Janeiro.
“Permanecemos firmes em nosso compromisso com a solução de dois estados, com o Estado da Palestina independente, dentro das fronteiras de 1967, e com Jerusalém Oriental como sua capital, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança”, destacou o ministro.
Mauro Vieira também avaliou que é necessária uma intervenção urgente no conflito entre a Rússia e a Ucrânia:
O conflito na Ucrânia continua a causar pesado impacto humanitário, ressaltando a necessidade urgente de uma solução diplomática que defenda os princípios e os propósitos da Carta das Nações Unidas. Em setembro passado, Brasil e China sediaram, em Nova Iorque, um uma reunião de alto nível dos países do Sul Global sobre o conflito na Ucrânia, o que levou à criação do Grupo de Amigos da Paz. (…) Permanecemos comprometidos em continuar trabalhando pela paz e por uma solução política para o conflito”.
O ministro das Relações Exteriores transmitiu apoio a autoridades haitianas para instaurar a ordem pública, em razão da deterioração da situação econômica e de segurança no país. O Haiti tem sofrido, nos últimos anos, um agravamento da crise de segurança, com ampliação do poder das gangues que controlam regiões inteiras do país.
Em relação à África, Mauro Vieira demonstrou preocupação com a situação da guerra no Sudão. Ele declarou apoio à União Africana, organização continental, formada pelos 55 países africanos, que tem travado esforços para buscar soluções políticas e diplomáticas para essas crises.
Na conclusão do discurso, o chanceler brasileiro ponderou que o caminho para a paz não é fácil, mas que é papel do Brics ser uma força para o bem, além de liderar pelo exemplo de que a segurança tem que ser um direito de todos.
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