O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na Argentina ficou em
113,4% em julho no acumulado em 12 meses, segundo informou nesta terça-feira (15)
o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), num cenário em que
analistas projetam uma aceleração ainda maior a partir de agosto.
No sétimo mês do ano, os preços ao consumidor cresceram 6,3%
em relação a junho, retomando um pouco o ímpeto após as tímidas desacelerações
em maio (7,8%) e junho (6%) – a variação mensal havia sido de 8,4% em abril.
Entre as altas registradas em julho, destacam-se as dos
serviços de comunicações (12,2%), em decorrência do aumento das tarifas dos serviços
de telefonia e internet. Em seguida, aparecem recreação e cultura (11,2%),
devido principalmente aos aumentos nos pacotes turísticos para as férias de
inverno, e bebidas alcoólicas e tabaco (9%).
Nos primeiros sete meses do ano, a inflação acumulou alta de
60,2%. No ano passado, os preços ao consumidor haviam acumulado uma alta de
94,8%, com notável aceleração frente à taxa de 50,9% registrada em 2021.
Devido à forte desvalorização do peso argentino registrada na segunda-feira (14) após a vitória do libertário Javier Milei nas primárias das eleições presidenciais, analistas já projetam que os números de agosto e setembro devem passar dos dois dígitos na variação mensal.
A consultoria EcoGo estimou ao jornal La Nacion que a
inflação deve ser de 11% neste mês, com setembro chegando a 13%. Gabriel
Caamaño Gómez, diretor da consultoria Ledesma, recalculou a alta em agosto para
11% – antes da desvalorização cambial, sua projeção era de 8,5%. Para setembro,
o analista também estimou inflação de dois dígitos. Já a consultoria LCG prevê
alta de 14% em agosto e de 12% em setembro.
“Em julho, você pode ver o início de uma leve aceleração”, disse Lorenzo Sigaut Gravina, da consultoria Equilibra, ao La Nacion. “Mas o mais interessante será visto em agosto e setembro, devido à forte desvalorização do câmbio [paralelo] e oficial. O aumento será distribuído nesses dois meses”, projetou. (Com Agência EFE)
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