O presidente de esquerda do México, Andrés Manuel López
Obrador, causou indignação ao incluir militares de países autoritários em um
desfile realizado no sábado (16) na Cidade do México, para comemorar o aniversário
de 213 anos do início da guerra da independência do país norte-americano.
Segundo informações da imprensa mexicana, estiveram
presentes militares da Rússia, China, Cuba, Nicarágua e Venezuela, todos
regimes autocráticos, e representantes de países democráticos, como Colômbia e Equador.
A embaixadora da Ucrânia no México, Oksana Dramaretska, disse
no X que o desfile foi “manchado” pelos militares russos, porque “as botas e as
mãos dos criminosos de guerra estão manchadas de sangue”.
“Quão coerente é, senhor Andrés Manuel López Obrador, a sua
política de neutralidade e a sua condenação da agressão contra o meu país?”,
perguntou Dramaretska na mensagem.
A senadora de oposição Xóchitl Gálvez Ruiz, que deve concorrer na eleição presidencial mexicana de 2024, também usou o X para condenar a decisão de Obrador.
“Sonho que, no desfile da independência de 2025, haverá um
contingente da Ucrânia e não da Rússia ou da Nicarágua. Os contingentes
estrangeiros devem ser uma companhia digna para as nossas forças armadas”,
escreveu a senadora.
Nesta segunda-feira (18), Obrador minimizou as críticas em entrevista coletiva. “Não houve tanto escândalo, foi tudo [por causa da] Rússia. Foram convidados todos os governos com os quais o México se relaciona, sempre se faz assim, a Sedena [Secretaria de Defesa Nacional do México] faz isso, tanto que no dia 15 vieram comissões e até secretários [de outros países]”, disse o presidente.
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