O regime da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, reafirmou nesta sexta-feira (1º) que não aceita a autoridade da Corte Internacional de Justiça (CIJ) para resolver o conflito territorial com a Guiana sobre a região do Essequibo, uma área rica em recursos naturais que abrange quase 160 mil quilômetros quadrados.
O ditador venezuelano Maduro disse em uma rede social que seu país “mantém sua posição histórica de não reconhecer a Corte Internacional de Justiça como o mecanismo para resolver a disputa” sobre o Essequibo, e que a corte não ‘irá impedir o direito do povo venezuelano de se expressar por meio do voto”. Ele também “convidou” os cidadãos a participarem do referendo consultivo que irá ocorrer neste domingo (3), no qual serão feitas cinco perguntas sobre a questão.
A Venezuela convocou o referendo depois que a CIJ decidiu que tinha jurisdição para julgar o caso, a pedido da Guiana, que alega que o território lhe pertence desde 1899, quando foi arbitrado por uma comissão liderada pela Grã-Bretanha.
A Venezuela rejeita esse laudo
arbitral e considera que o Essequibo faz parte de seu território desde a época de
sua independência da Espanha. Ela propõe uma “solução negociada” com base no
Acordo de Genebra de 1966, que estabeleceu um mecanismo de mediação entre as
partes.
Nesta sexta-feira, a CIJ emitiu uma ordem na qual pediu à Venezuela que se abstivesse de tomar qualquer ação que modificasse a situação do Essequibo ou que agravasse ou prolongasse a disputa, mas não impediu a realização do referendo de Maduro.
A vice-presidente do regime venezuelano, Delcy Rodríguez, interpretou essa ordem como uma “vitória” para seu país e afirmou que ela “acusa” a Guiana de ser uma “ocupante de fato” do Essequibo. (Com Agência EFE)
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan