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Ativista católico Jimmy Lai é condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong

Jimmy Lai, defensor dos direitos humanos e católico fervoroso que enfrentou, segundo seus apoiadores, anos de perseguição e condenação politizadas em Hong Kong, foi condenado hoje (9) a 20 anos de prisão por violações da segurança nacional.

A sentença é pela condenação de Lai em dezembro do ano passado.

Lai, dono do jornal pró-democracia Apple Daily, foi preso pela primeira vez em 2020 sob acusação de violar a segurança nacional chinesa.

Desde então, o governo o acusou várias vezes, mantendo-o preso sem direito a fiança e condenando-o a longas penas de prisão, como uma pena de 69 meses em dezembro de 2022 por uma condenação por fraude.

A situação de Lai atraiu apoio de todo o mundo. O bbpresidente dos EUA, Donald Trump, que defendeu a libertação de Lai e que, segundo relatos, conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre o assunto em outubro do ano passado.

Lai também recebeu apoio de legisladores, ativistas, líderes religiosos e líderes de direitos civis de todo o mundo. No ano passado, ele foi o ganhador honorário do Prêmio Bradley, que homenageia indivíduos que defendem “os ideais da tradição ocidental”.

A fé católica é uma parte central da vida de Lai

Depois de se converter ao catolicismo em 1997, Lai — junto com sua mulher Teresa — criou seu filho Sebastien e sua filha Claire no que Claire disse ser “uma família católica muito amorosa”.

Claire disse à EWTN News em dezembro do ano passado que o encarceramento de Lai “só fortaleceu sua fé”. Ele tem lido o Evangelho regularmente quando permitido pelos guardas da prisão, disse ela, e “quer ser lembrado como um servo fiel de nosso Senhor”.

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Em fevereiro de 2024, a Universidade Católica da América, em Washington, D.C., instalou um desenho da Crucificação feito por Lai. O padre Robert Sirico, fundador do Instituto Acton e apoiador e amigo de Lai, disse à EWTN News na época que Lai via seu encarceramento como um modo de se unir à paixão de Cristo na cruz.

Em novembro de 2023, um grupo de dez bispos e arcebispos católicos pediu ao governo de Hong Kong que libertasse Lai, dizendo que sua “perseguição… já dura tempo demais”.

“Não há lugar para tamanha crueldade e opressão num território que diz defender o Estado de Direito e respeitar o direito à liberdade de expressão”, disseram os bispos.

A região administrativa especial de Hong Kong tem sofrido, nos últimos anos, uma repressão por parte do governo do Partido Comunista Chinês (PCCh), que intensificou seu controle sobre a região.

Em 2022, o padre Vincent Woo, sacerdote de Hong Kong, disse à EWTN News que os líderes religiosos da região enfrentam “consequências tremendas” caso critiquem o governo, levando muitos padres e bispos a se recusarem a se manifestar publicamente contra o Partido Comunista Chinês.

Numa audiência da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional no ano passado, defensores da liberdade religiosa alertaram sobre “graves violações da liberdade religiosa” por parte do Partido Comunista Chinês, com o governo supostamente tendo “erradicado à força elementos religiosos que não estão alinhados com a agenda do PCCh”.

Claire Lai disse no mês passado que o “corpo físico de seu pai está se deteriorando” devido ao longo período de confinamento, e que ele tem sido impedido de receber a Eucaristia regularmente, disse ela.

Mas, segundo ela disse ao programa televisivo EWTN News Nightly, ele continua “lendo o Evangelho todas as manhãs” e passa o tempo “rezando e desenhando a Crucificação e Nossa Senhora”.

“A fé dele é o que protege sua mente e sua alma”, disse ela.

FONTE: ACI Digital