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Leão XIV recebe diretor-geral da OMS no Vaticano

O papa Leão XIV recebeu ontem (9) no Vaticano Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A audiência ocorreu em caráter privado, e a Santa Sé não divulgou mais detalhes. Fotografias oficiais mostram um momento da audiência a portas fechadas e a tradicional troca de presentes.

Esse é o primeiro encontro oficial entre o papa Leão XIV e Ghebreyesus, que é diretor-geral da OMS desde 2017 e já foi recebido pelo papa Francisco em mais de uma ocasião.

Nascido na Etiópia e cristão ortodoxo, o diretor da OMS, de 60 anos, foi o principal defensar das medidas restritivas e da vacinação para combater a pandemia de covid-19, posição também adotada pela Santa Sé.

A organização liderada por Ghebreyesus publicou um documento em 2022 com diretrizes sobre práticas de aborto, no qual recomendam sua descriminalização, dizendo ser “fundamental para a saúde de mulheres e meninas”.

Entre essas recomendações também estavam a remoção de quaisquer barreiras ao acesso ao aborto. A OMS defendeu a limitação do exercício da objeção de consciência por parte dos profissionais de saúde envolvidos, a eliminação dos períodos de espera obrigatórios antes da realização de um aborto e a remoção da necessidade de autorização de terceiros.

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Recentemente, o Programa das Nações Unidas para a Reprodução Humana (HRP, na sigla em inglês), vinculado à OMS, publicou um artigo dizendo que o aborto é um direito “que faz parte da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos”.

Em seu discurso ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, o papa Leão XIV falou sobre a objeção de consciência de médicos e profissionais de saúde que se recusam a “participar de práticas como o aborto ou a eutanásia”.

O papa expressou sua profunda rejeição a “práticas que negam ou instrumentalizam a origem da vida e o seu desenvolvimento”. Entre essas práticas, citou o aborto, “que interrompe uma vida nascente e nega o acolhimento do dom da vida”.

Sobre isso, Leão XIV disse que a Santa Sé “expressa profunda preocupação relativamente a projetos destinados a financiar a mobilidade transfronteiriça com o objetivo de garantir o acesso ao chamado direito ao aborto seguro”.

FONTE: ACI Digital